segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tema 7 - Semana de Oração da Família - IASD Jd. Santo Antônio - Campinas/SP

QUAL É A MAIOR NECESSIDADE DAS FAMÍLIAS?

TEXTO BÍBLICO: Josúe 24: 15 “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
INTRODUÇÃO: O falecido presidente norte americano Ronald Reagan costumava contar uma história pessoal que teria mudado o rumo de sua vida.
Quando ainda jovem, tentando estabelecer-se como estrela em Holywood, pediu ao sapateiro que trabalhava para a companhia cinematográfica que lhe fizesse um par de botas, para que estreasse num filme de cowboys.
O sapateiro logo lhe fez uma pergunta: “Como você gostaria que fosse o bico da bota? Redondo ou quadrado? Reagan ficou indeciso. Com a falta de definição o sapateiro lhe disse que necessitava saber o estilo do bico da bota no máximo em dois dias, pois, do contrário, não teria como produzir o calçado dentro do prazo.
Passados dois dias, ao ser interpelado novamente pelo sapateiro, Reagan ainda se mostrou indeciso. “Seu calçado ficará pronto depois de amanhã”, advertiu o sapateiro. Quando Ronald Reagan recebeu a caixa com as duas botas novas, uma delas tinha o bico quadrado e a outra o bico redondo.
Conta Reagan: “Guardei aquelas botas, e sempre que tinha que tomar uma decisão eu olhava para elas, e quando algum membro de minha família se mostrava indeciso eu contava a história do meu par de botas.”
I. UMA DECISÃO FUNDAMENTAL.
Embora a decisão para salvação seja individual.
Josué reconhece a importância de uma decisão coletiva.
Segundo Josué essa direção coletiva orienta e dá sentido e direção a todas às demais.
Josué falou dessa decisão ao proferir o seu último discurso.
Ele disse: “escolhei, hoje, a quem sirvais...”
Ele exigiu que o povo tomasse uma decisão.
Mas antes de exigir a decisão do povo ele confessou em público sua própria decisão.
Uma decisão que ele tomou em família.
Por que ele mesmo declarou: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.  
Para ser cristão é preciso ter uma visão clara da importância da família.
É uma tarefa difícil servir ao Senhor sem o apoio da família.
Por algumas razões que podemos enumerá-las:
Primeiro, por que não podemos agradar a dois senhores.
E, além disso, o Senhor é um Deus zeloso e não aceita dividir sua posição e autoridade.
Segundo, por que o homem precisa de estímulo para obedecer a Deus.
Terceiro, por que os cristãos precisam se ajudar mutuamente, relembrando, confirmando e intercedendo uns pelos outros.
Quarto, por que os valores cristãos da família fortalecem a capacidade moral dos seus integrantes.
Quinto, por que as decisões tomadas em família aumentam nossa auto-estima e as orações intercessoras da família coloca os seus membros sob os cuidados de Deus.
São por esses motivos que membros que não têm familiares cristãos precisam muito da atenção e cuidado da igreja.
II. RELIGIÃO EM FAMÍLIA.
Compreendendo que a decisão de ser cristão precisa muito do suporte de uma família, o ideal seria que cada igreja se comportasse como uma família.
Quando a igreja não é uma família, esposos ficam sem esposas, esposas ficam sem esposos, filhos ficam sem pais, pais ficam sem filhos e os cristãos deixam de ter um referencial de família.
A maioria das igrejas não desempenha bem o papel de família.
Ou sejam: não se comportam como uma comunidade de amor, não manifestam afetividade nem acolhimento. 
Há uma necessidade eminente dos membros reunirem-se em pequenos grupos para compensar essa falta.
A principal meta de Satanás é destruir as famílias. (Destruindo as famílias ele destrói tudo)
Querem uma prova do que eu estou dizendo, respondam: O que é família?
É difícil responder essa pergunta quando não se tem uma família.
A família só ganha identidade com Deus.
Você já consegue enxergar o motivo do apelo de Josué.
Sem Deus a família fica sem identidade.
Por falar em identidade familiar, permitam-me incluir uma nova ideia nesse espaço.
Vocês já perceberam que a antiga família nuclear, formada por pai, mãe e filhos, empenhada em conservar os valores espirituais e morais, ocupada com os papéis e funções e também com os relacionamentos, está cedendo seu lugar para novas configurações familiares.
Você sabe quais são as novas configurações familiares em maior ascendência?
Ou seja: A nova identidade das famílias?
Essa nova identidade considera que existem alguns novos perfis de família.
Os mais populares são os seguintes:
(1) Famílias recasadas: Formada por pais separados que levaram os filhos da relação anterior para a nova relação e todos moram sob o mesmo teto.
(2) Famílias articuladas: Formada por pais que por força das circunstâncias trabalham fora e por isso confiam o cuidado dos filhos menores aos irmãos mais velhos, a empregada, parentes, creches, etc.
(3) Famílias contraentes: Onde os papéis se invertem, a mulher trabalha fora e o homem cuida das atividades domésticas.
(4) Famílias clínicas: Formada por pais que exigem que os filhos deixem a casa ao alcançar a maior idade. (um padrão americano e europeu que já está chegando em alguns países da América do Sul).
(5) Famílias informais: Formada por uma união instável simplesmente para oferecer a um casal o status de ser mãe ou pai sem um compromisso afetivo.   
(6) Famílias homossexuais: Formada por indivíduos do mesmo sexo que resolveram adotar filhos.
(7) Famílias dependentes: Formada por casais que dependem da aposentadoria dos pais para sobreviverem ou dependem dos pais para tomar conta dos filhos enquanto eles trabalham. (isso gera uma sobrecarga para o avô e a avó que por conta dos anos já estão cansados)
(8) Famílias uni-nuclear: Formada por pais viúvos, separados ou solteiros que criam seus filhos sozinhos.
Esses modelos de família estão em ascensão, já são aceitos pela sociedade e estão presentes em todos os ambientes.
É por isso que o apelo de Josué precisa ser repetido em nossos dias: “...escolhei, hoje, a quem sirvais...”
III. A MAIOR NECESSIDADE DAS FAMÍLIAS.
Os homens não reconhecem a maior necessidade das famílias.
E a maior necessidade das famílias é Jesus.
As famílias contemporâneas estão procurando soluções humanas para problemas espirituais.
Por exemplo: Com o propósito de evitar as doenças sexualmente transmissíveis a mídia está estimulando o uso da camisinha.
Não seria mais honesto estimular a monogamia e a fidelidade?
Deram o nome de sexo seguro as relações que adotam o uso de preservativos ou de contraceptivos, e o ano passado nos Estados Unidos, 1 milhão de adolescentes ficaram grávidas e 3 milhões de pessoas contraíram alguma doença sexualmente transmissível.
Um famoso apresentador de televisão no Brasil disse recentemente: “ninguém compra um par de sapatos sem antes prová-lo; como então eu vou me casar com alguém sem antes ter a certeza se somos compatíveis sexualmente”.
Deus ensinou que o sexo pertence ao leito matrimonial.
Os homens estão todo tempo vivendo na contramão.
O aborto já é considerado um ato legal em muitos países do mundo, os que ainda não o legalizaram praticam-no clandestinamente sob a vista grossa dos seus governantes.
Se por um lado os valores morais estão ruindo por outro a violência está crescendo de maneira incontida.
Já não há segurança alguma para quem mora nas grandes cidades. (viver nos grandes centros tornou-se uma ameaça)
A insegurança por sua vez gera o stress e a ansiedade, e o stress e a ansiedade geram uma infinidade de doenças.
Quando Josué viu a realidade de sua nação ele resolveu fazer um apelo às famílias: “escolhei, hoje, a quem sirvais”.
Certamente ele sabia que muitos apelos não são atendidos por falta de exemplo, então ele ofereceu o exemplo de sua própria família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”
Alguém disse que as três coisas mais importantes que os pais podem deixar para os filhos são: (1) Exemplo, (2) Exemplo; (3) Exemplo.
Ouçam o que a escritora Ellen White diz sobre a importância do exemplo:  “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, fala mais em favor do cristianismo do que todos os sermões que se possam pregar.” LA. Pág. 32
CONCLUSÃO:
O máximo que se pode obter de uma família é sua decisão por Jesus.
Algumas famílias subestimam o valor dessa decisão, outras postergam por sua conta e risco.
Por que Ronald Reagan não se decidiu, seu sapateiro decidiu por ele, o resultado foi uma bota com um bico redondo e outra com o bico quadrado.
Aparentemente esse fato é cômico, mas ele encerra várias lições:
O par de botas tornou-se inútil. (Quem vai sair com um par de botas assim?)
O par de botas tornou-se um exemplo negativo. (o par de botas tão diferente lembrava o preço de uma indecisão)
Depois que o tempo combinado passou já não adiantava mais decidir.
Você agora consegue ver o perigo de subestimar o valor de uma decisão ou de simplesmente postergá-la? (Quando você resolver decidir pode ser tarde demais)
A mais completa decisão em favor do cristianismo deve ser tomada em família.
Antes de fazer o apelo eu quero partilhar com vocês um episódio recente.
Ao término de uma semana de oração uma senhora que assistiu todas as noites me apresentou a seguinte queixa: Pastor o senhor pregou para todo mundo menos pra mim.
Curioso eu lhe perguntei: Sobre o que eu deveria falar para pregar para a irmã?
Ela logo respondeu: Como pode uma pessoa cristã viver com uma não cristã.
Sem fazer pausa ela continuou: Eu não sou a única mulher dessa igreja que resolveu se casar com um jovem não cristão.
Mas hoje eu me encontro na seguinte condição: Meu esposo não me impede de vir a igreja, mas também nunca se decide, por causa do exemplo do meu esposo meus filhos estão todos fora da igreja, eu ainda venho a igreja, mas me sinto cada dia mais desanimada.
Então eu lhe pergunto: O que eu posso fazer para consertar o meu erro? Será que eu cometi um pecado imperdoável?
Olhando para aquela senhora eu percebi nitidamente as consequências de uma decisão errada.
Mas lhe falei com brandura: A senhora não cometeu um pecado imperdoável, mais atraiu para si uma responsabilidade extra.
Quando um cristão casa com um não cristão chama para si a imensa responsabilidade de viver perante o cônjuge não cristão como se fosse o próprio Cristo.
O que eu quero dizer é que ele vai olhar para a senhora buscando encontrar toda a perfeição do cristianismo.
E se ele não encontrar essa perfeição ele nunca vai se convencer que precisa de Cristo.
Paulo recomenda que a mulher que aceitou a Cristo depois de casada não precisa separar-se do marido incrédulo se ele concordar em viver com ela nessa nova condição. Ele chega a dizer que o marido incrédulo é abençoado por causa da esposa cristã.
Embora essas duas experiências sejam diferentes, elas revelam certa similaridade em relação ao testemunho.
Tanto num caso como no outro o testemunho da esposa é determinante.
Foi para evitar dor e sofrimento e o excesso de responsabilidade que Deus proibiu o jugo desigual.
Mas quem vive essa experiência tem a solene obrigação de ser tão fiel que chegue ao ponto de convencer o cônjuge incrédulo.
Precisa ser tão sábio ao ponto de nunca permitir que sua fé possa contrariar seu cônjuge.
Eu sei que tudo isso não é fácil, mas é o único caminho possível para sonhar com a possibilidade de dizer como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

APELO: Agora já posso fazer o apelo.
E para o apelo de hoje vou tomar emprestada as palavras de Josué.
Quantos dos que estão me ouvindo querem dizer como Josué “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Aí mesmo onde você está fique em pé e diga no seu coração: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Visto que o máximo que se pode obter de uma família é uma decisão por Jesus.
Em virtude de seu compromisso eu quero agora orar por vocês.
Chegou a hora de deixar novamente aquelas duas perguntas para que você e o seu grupo possam interagir com esse tema.
    1. Quais são as três coisas mais importantes que os pais podem deixar para seus filhos? E por quê?
    2. Por que os valores morais estão ruindo?

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