terça-feira, 31 de maio de 2011

Filme de Porta em Porta - Tire lições para sua vida!

De Porta em Porta

De Porta em Porta” (“Door to Door”, 2002, 90 min) apresenta a história verídica de Bill Porter, um vendedor de porta em porta dos Estados Unidos. Seria uma história comum, com uma pitada de nostalgia para alguns, não fosse um detalhe: Bill tem paralisia cerebral. Mas isso não o impede de lutar pela sobrevivência, e mais: pela superação e reconhecimento. Quando pede uma chance de trabalhar para uma empresa, de início ele é rejeitado por suas limitações evidentes. Porter não se dá por satisfeito e insiste: pede que lhe seja dado o bairro mais difícil da cidade. Consegue o emprego e tenta vender seus produtos, sem muito sucesso, inicialmente. A mãe, sempre presente, o incentiva a não desistir, até que ele consegue vender algo para uma mulher solitária. Daí para frente, Porter não pára mais de vender. Mas não faz apenas isso. Ele acaba tocando a vida de toda aquela comunidade, interagindo com as pessoas dali por muitos anos. Torna-se mais que um vendedor; transforma-se num amigo.

A grande lição deixada pela mãe de Porter é: “persistência e paciência”. Ele aprendeu a lição e acabou se tornando um dos maiores vendedores de sua empresa. Para os vendedores de hoje, fica a lição: entender as necessidades dos clientes, ouvir de forma interessada, quebrar preconceitos, tornar-se “amigo”. Fica também a crítica aos modernos sistemas de vendas que tratam as pessoas como objetos de quem se deve arrancar dinheiro.

Não se pode deixar de destacar também a atuação de Kyra Sedgwick, Helen Mirren e Kathy Baker, que interpretam mulheres importantes na vida de Bill e cuja atuação (assim como a de William Macy) é excelente.

Um filme comovente e inspirador.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tema 8 - Semana de Oração da Família - IASD Jd. Santo Antônio - Campinas/SP

COMO É A FAMÍLIA QUE TODOS NÓS ALMEJAMOS?                                                       
Texto Bíblico: I Coríntios 2: 14 a16.
INTRODUÇÃO: Eu não quero melindrar ninguém, mas, hoje eu vou falar sobre estética.
Eu estou avisando no inicio para ninguém sentir-se enganado.
Quero começar fazendo uma pergunta: Quem aqui já desejou algum dia mudar alguma coisa na sua aparência? (alguma coisa que não lhe agrada no seu corpo)
O nariz, a orelha, talvez o cabelo, ou talvez a altura ou a largura.
Se eu pudesse, mudaria duas coisas na minha estética: A minha altura, e os meus cabelos brancos.
Meus cabelos brancos têm levado algumas pessoas a me perguntarem se eu sou pai ou avó de minha esposa.
Noutro dia alguém me perguntou se eu tinha mais de 70 anos. (como eu estou muito longe dessa idade eu me detive a sorrir)
No Brasil são gastos em média quatro bilhões e meio em estética por ano.
Esse culto ao corpo resultou no crescimento de varias doenças, entre tantas, duas têm se popularizado mais, principalmente entre as mulheres.
Essas duas doenças ligadas ao transtorno alimentar: Anorexia e Bulimia.  (“Ana” e “Mia” – Como chamam os jovens) 
Essas duas doenças são as principais causas de morte entre as jovens italianas na faixa etária de 12 a 25 anos.
A Revista O Globo, declarou que uma em cada 200 jovens brasileiras sofre com uma dessas doenças. (três morrem a cada mês)
Enquanto as pessoas estão ocupadas em mudar o corpo, a Bíblia nos aconselha a mudar a mente. (É a única parte do nosso corpo, que se mudar, muda toda nossa aparência)
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12: 2)
Em (I Coríntios 2: 16) Paulo fala sobre o maior diferencial entre o corpo de um cristão e de um não cristão: “Nós, porém, temos a mente de Cristo”.
Só existem dois tipos de mentes: A mente de Cristo e a mente carnal.
A MENTE CARNAL.
Quem tem a mente carnal produz os frutos da carne. (Gál. 5: 19 a 21)
Uma pesquisa sobre o comportamento dos crentes Americanos apontou que 90% deles, depois do batismo, ainda continuam cultivando alguns hábitos do período em que viviam na carne.  (ou seja, a vida cristã é uma farsa)
O crente que tem a mente carnal não é membro do reino de Cristo.
Quem tem esse tipo de mente passa a maior parte da oração lamentando sua condição.
“Senhor, eu não estou bem, meu casamento não está bem, meu filho não está bem, meu trabalho não está bom, minha saúde não está bem, minha igreja não está bem, os irmãos não estão bem...”
Isso não é oração, é fofoca com o nome de Deus.
Quem tem a mente carnal está sempre distante das coisas espirituais.
Não consegue transformar o mundo por que está no mesmo nível.
Jesus disse: “Vós sois o sal da terra” (Mateus 5: 13)
Você sabe qual era uma das utilidades do sal nos dias de Jesus?
O sal era para ser jogado sobre os dejetos, sobre organismos em decomposição. (desculpem a chuleza da palavra: sobre as fezes) (para impedir a proliferação de agentes causadores de doenças)
Traduzindo: Nós fomos enviados para as fezes desse mundo.
Para impedir a proliferação do pecado, para ser a luz do mundo e afugentar as trevas, para ser o fermento, símbolo do poder de Deus em ação para transformar.
Vocês sabiam que quando os romanos iam à guerra, primeiro eles destruíam todo o exército inimigo, depois eles enviavam 300 famílias romanas para morar junto com os povos vencidos.  Essas famílias eram enviadas para construir uma colônia romana no território do inimigo, pouco a pouco eles iam introduzindo suas culturas e crenças.
Deus espera que os cristãos construam uma colônia de salvos no território do diabo.
Deus deu as  famílias cristãs a tarefa de  influenciar.
Jesus também disse que deveríamos ser a luz do mundo.
Já observaram que a luz e as trevas nunca estão juntas no mesmo lugar, quando uma chega a outra sai, é por isso que precisamos ter a mente de Cristo, para que as trevas desse mundo saiam definitivamente de nossa vida. (da vida de nossa família)
O reino de Deus não pode ser construído por alguém que ainda tem a mente carnal.
Encontrei no Espírito de Profecia um regime para quem quer ter a mente de Cristo.
“Quem usa a completa armadura de Deus e separa algum tempo cada dia para meditar e orar, e também para estudar as escrituras. Estará ligado ao céu e terá uma influência transformadora e salvadora sobre os que o rodeiam. Terá importantes pensamentos, nobres aspirações e claras percepções da verdade e da obra de Deus, anelará pela pureza, pela luz, pelo amor e por todas as graças celestiais.” (Testemunho V – pg.112)
Para sermos mais elegantes espiritualmente nós precisamos ter a mente de Cristo.
Para sermos uma família saudável todos os membros precisam  ter a mente de cristo.
A MENTE DE CRISTO.
Quem tem a mente de Cristo vive com os frutos do Espírito. (Gál. 5: 22 a 25)
Para produzir os frutos do Espírito precisamos da companhia do Espírito.
Quem tem a mente de Cristo tem a vida escondida no Espírito.  (Não no dinheiro, nem na posição, nem nos prazeres, nem em nada deste mundo)
Segundo, Paulo, quem tem a mente de Cristo “pensa e busca as coisas lá do alto, onde Cristo vive assentado à direita do Pai.” (Colossenses 3: 1 a 3)
A faculdade de arrazoar de uma pessoa, e sua capacidade de discernir entre o certo e o errado estão sob o domínio dos impulsos carnais antes da conversão.
Mas quando ocorre a conversão, a mente fica sujeita a influência do Espírito Santo. (É isso que significa ter a mente de Cristo)
As palavras “lhe darei um coração novo” significam lhe darei uma mente nova. (EGW - RH – 18 de dezembro de 1913)
Milhares de pessoas estão ocupadas em ter um corpo novo, o cristão está ocupado em ter uma mente nova.
Essa evolução ocorre progressivamente na medida em que renovamos nosso compromisso com Jesus todo dia.
Essa santificação da mente se revela em uma maneira santa de viver, à medida que o caráter de Jesus vai sendo implantado mais e mais no crente.
Mediante a renovação da mente o crente adquire um novo senso que lhe permite saber o que Deus quer que ele faça.
Adquire discernimento espiritual para orientar-se em meio aos muitos caminhos que o mundo lhe oferece.
Está sempre disposto a fazer a vontade de Deus, por que aprendeu a reconhecer a verdade.
Só quem tem uma mente renovada pelo Espírito Santo pode interpretar corretamente a Palavra de Deus.
A Bíblia só pode ser entendida mediante o discernimento dado por aquele que é o seu autor.
Cristo disse certa vez: “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” (João 17: 19)
Por causa de nossa vida santificada Deus ouve nossas orações em favor dos outros.
Três áreas de nossa vida devem ser submetidas à direção do Espírito: Nossa mente, nossa vontade e nossas emoções.
O Espírito Santo dirige nossa mente, santifica nossa vontade e controla nossas emoções.
O Espírito Santo nos ensina as coisas profundas de Deus.
O culto pessoal torna-se um prioridade. (Nas melhores horas do dia)
O culto familiar ganha nova importância.
A escolha do companheiro (a) passa a obedecer um novo critério: “Ele ou ela vai completar a imagem de Deus em minha vida?”
Os filhos são vistos como a herança do Senhor.
A convivência conjugal passa por uma reformulação: Eu devo ser para minha esposa o que eu quero que ela seja para mim.
O cristão não mais se conforma com o modelo do mundo.
Deixa de julgar as pessoas. “Se você julgar as pessoas, não terá tempo para amá-las.” (Madre Tereza de Calcutá)
A oração do Pai Nosso é para quem tem a mente de Cristo. (Mateus 6:9 e 10)
Paulo usa três figuras para retratar a condição de quem tem a mente de Cristo: Ressurreição, novo nascimento e nova criação. (Romanos 6:4 a 13 – II Coríntios 5:17 – Gálatas 6:15)
Pergunte para alguém que está aí ao seu lado: Você quer ter a mente de Cristo?
CONCLUSÃO:
Começamos perguntando quem queria mudar alguma parte do corpo.
Concluímos perguntando: Quem quer ter a mente de Cristo?
Novos estudos mostram que o cérebro humano é programado para acreditar em Deus. (mas, um conjunto de situações dificulta esse processo)
Talvez você nunca consiga mudar nada do seu corpo antes da volta de Jesus.
Mas tem uma coisa que precisa mudar antes da volta de Jesus. (A nossa mente)
Sem uma nova mente o corpo corruptível não será transformado em corpo incorruptível.
Então se queremos um corpo incorruptível amanhã precisamos de uma nova mente hoje.
E se queremos a mente de Cristo precisamos fazer esse pedido ao Espírito Santo todos os dias.
Talvez agora você esteja se perguntando: o que esse tema tem que ver com família?
Eu lhe respondo: Só quando os membros da família tiverem a mente de Cristo o lar da terra será um pedaço do céu.
APELO:
Agora que todos vocês ouviram esse último tema, eu tenho um último apelo.
Meu último apelo é para aqueles que querem pedir para Deus uma nova mente, a mente de Cristo.
Com essa nova mente você será o esposo que até hoje não conseguiu ser.
Com essa nova mente você será a esposa que até hoje não conseguiu ser.
Com essa nova mente você será o pai que até hoje não conseguiu ser.
Com essa nova mente você será o filho que até hoje não conseguiu ser.
Com essa nova mente você será o cristão que até hoje não conseguiu ser.
Por causa dessa nova mente você terá a família que até hoje você não conseguiu ter.
Agora eu lhe pergunto: Você quer pedir a Deus a mente de Cristo agora?
Então, fique em pé aí mesmo onde você está e ore comigo.
Nós iniciamos e terminamos juntos essa semana da família e agora só nos resta pedir a Deus que nos guarde sob seus paternais cuidado até o dia da volta de Jesus.
As duas últimas perguntas para interagir são:
1.     O que você mudaria no seu corpo para erguer sua autoestima? 
2.     Porque você quer a mente de Cristo?

Tema 7 - Semana de Oração da Família - IASD Jd. Santo Antônio - Campinas/SP

QUAL É A MAIOR NECESSIDADE DAS FAMÍLIAS?

TEXTO BÍBLICO: Josúe 24: 15 “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
INTRODUÇÃO: O falecido presidente norte americano Ronald Reagan costumava contar uma história pessoal que teria mudado o rumo de sua vida.
Quando ainda jovem, tentando estabelecer-se como estrela em Holywood, pediu ao sapateiro que trabalhava para a companhia cinematográfica que lhe fizesse um par de botas, para que estreasse num filme de cowboys.
O sapateiro logo lhe fez uma pergunta: “Como você gostaria que fosse o bico da bota? Redondo ou quadrado? Reagan ficou indeciso. Com a falta de definição o sapateiro lhe disse que necessitava saber o estilo do bico da bota no máximo em dois dias, pois, do contrário, não teria como produzir o calçado dentro do prazo.
Passados dois dias, ao ser interpelado novamente pelo sapateiro, Reagan ainda se mostrou indeciso. “Seu calçado ficará pronto depois de amanhã”, advertiu o sapateiro. Quando Ronald Reagan recebeu a caixa com as duas botas novas, uma delas tinha o bico quadrado e a outra o bico redondo.
Conta Reagan: “Guardei aquelas botas, e sempre que tinha que tomar uma decisão eu olhava para elas, e quando algum membro de minha família se mostrava indeciso eu contava a história do meu par de botas.”
I. UMA DECISÃO FUNDAMENTAL.
Embora a decisão para salvação seja individual.
Josué reconhece a importância de uma decisão coletiva.
Segundo Josué essa direção coletiva orienta e dá sentido e direção a todas às demais.
Josué falou dessa decisão ao proferir o seu último discurso.
Ele disse: “escolhei, hoje, a quem sirvais...”
Ele exigiu que o povo tomasse uma decisão.
Mas antes de exigir a decisão do povo ele confessou em público sua própria decisão.
Uma decisão que ele tomou em família.
Por que ele mesmo declarou: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.  
Para ser cristão é preciso ter uma visão clara da importância da família.
É uma tarefa difícil servir ao Senhor sem o apoio da família.
Por algumas razões que podemos enumerá-las:
Primeiro, por que não podemos agradar a dois senhores.
E, além disso, o Senhor é um Deus zeloso e não aceita dividir sua posição e autoridade.
Segundo, por que o homem precisa de estímulo para obedecer a Deus.
Terceiro, por que os cristãos precisam se ajudar mutuamente, relembrando, confirmando e intercedendo uns pelos outros.
Quarto, por que os valores cristãos da família fortalecem a capacidade moral dos seus integrantes.
Quinto, por que as decisões tomadas em família aumentam nossa auto-estima e as orações intercessoras da família coloca os seus membros sob os cuidados de Deus.
São por esses motivos que membros que não têm familiares cristãos precisam muito da atenção e cuidado da igreja.
II. RELIGIÃO EM FAMÍLIA.
Compreendendo que a decisão de ser cristão precisa muito do suporte de uma família, o ideal seria que cada igreja se comportasse como uma família.
Quando a igreja não é uma família, esposos ficam sem esposas, esposas ficam sem esposos, filhos ficam sem pais, pais ficam sem filhos e os cristãos deixam de ter um referencial de família.
A maioria das igrejas não desempenha bem o papel de família.
Ou sejam: não se comportam como uma comunidade de amor, não manifestam afetividade nem acolhimento. 
Há uma necessidade eminente dos membros reunirem-se em pequenos grupos para compensar essa falta.
A principal meta de Satanás é destruir as famílias. (Destruindo as famílias ele destrói tudo)
Querem uma prova do que eu estou dizendo, respondam: O que é família?
É difícil responder essa pergunta quando não se tem uma família.
A família só ganha identidade com Deus.
Você já consegue enxergar o motivo do apelo de Josué.
Sem Deus a família fica sem identidade.
Por falar em identidade familiar, permitam-me incluir uma nova ideia nesse espaço.
Vocês já perceberam que a antiga família nuclear, formada por pai, mãe e filhos, empenhada em conservar os valores espirituais e morais, ocupada com os papéis e funções e também com os relacionamentos, está cedendo seu lugar para novas configurações familiares.
Você sabe quais são as novas configurações familiares em maior ascendência?
Ou seja: A nova identidade das famílias?
Essa nova identidade considera que existem alguns novos perfis de família.
Os mais populares são os seguintes:
(1) Famílias recasadas: Formada por pais separados que levaram os filhos da relação anterior para a nova relação e todos moram sob o mesmo teto.
(2) Famílias articuladas: Formada por pais que por força das circunstâncias trabalham fora e por isso confiam o cuidado dos filhos menores aos irmãos mais velhos, a empregada, parentes, creches, etc.
(3) Famílias contraentes: Onde os papéis se invertem, a mulher trabalha fora e o homem cuida das atividades domésticas.
(4) Famílias clínicas: Formada por pais que exigem que os filhos deixem a casa ao alcançar a maior idade. (um padrão americano e europeu que já está chegando em alguns países da América do Sul).
(5) Famílias informais: Formada por uma união instável simplesmente para oferecer a um casal o status de ser mãe ou pai sem um compromisso afetivo.   
(6) Famílias homossexuais: Formada por indivíduos do mesmo sexo que resolveram adotar filhos.
(7) Famílias dependentes: Formada por casais que dependem da aposentadoria dos pais para sobreviverem ou dependem dos pais para tomar conta dos filhos enquanto eles trabalham. (isso gera uma sobrecarga para o avô e a avó que por conta dos anos já estão cansados)
(8) Famílias uni-nuclear: Formada por pais viúvos, separados ou solteiros que criam seus filhos sozinhos.
Esses modelos de família estão em ascensão, já são aceitos pela sociedade e estão presentes em todos os ambientes.
É por isso que o apelo de Josué precisa ser repetido em nossos dias: “...escolhei, hoje, a quem sirvais...”
III. A MAIOR NECESSIDADE DAS FAMÍLIAS.
Os homens não reconhecem a maior necessidade das famílias.
E a maior necessidade das famílias é Jesus.
As famílias contemporâneas estão procurando soluções humanas para problemas espirituais.
Por exemplo: Com o propósito de evitar as doenças sexualmente transmissíveis a mídia está estimulando o uso da camisinha.
Não seria mais honesto estimular a monogamia e a fidelidade?
Deram o nome de sexo seguro as relações que adotam o uso de preservativos ou de contraceptivos, e o ano passado nos Estados Unidos, 1 milhão de adolescentes ficaram grávidas e 3 milhões de pessoas contraíram alguma doença sexualmente transmissível.
Um famoso apresentador de televisão no Brasil disse recentemente: “ninguém compra um par de sapatos sem antes prová-lo; como então eu vou me casar com alguém sem antes ter a certeza se somos compatíveis sexualmente”.
Deus ensinou que o sexo pertence ao leito matrimonial.
Os homens estão todo tempo vivendo na contramão.
O aborto já é considerado um ato legal em muitos países do mundo, os que ainda não o legalizaram praticam-no clandestinamente sob a vista grossa dos seus governantes.
Se por um lado os valores morais estão ruindo por outro a violência está crescendo de maneira incontida.
Já não há segurança alguma para quem mora nas grandes cidades. (viver nos grandes centros tornou-se uma ameaça)
A insegurança por sua vez gera o stress e a ansiedade, e o stress e a ansiedade geram uma infinidade de doenças.
Quando Josué viu a realidade de sua nação ele resolveu fazer um apelo às famílias: “escolhei, hoje, a quem sirvais”.
Certamente ele sabia que muitos apelos não são atendidos por falta de exemplo, então ele ofereceu o exemplo de sua própria família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”
Alguém disse que as três coisas mais importantes que os pais podem deixar para os filhos são: (1) Exemplo, (2) Exemplo; (3) Exemplo.
Ouçam o que a escritora Ellen White diz sobre a importância do exemplo:  “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, fala mais em favor do cristianismo do que todos os sermões que se possam pregar.” LA. Pág. 32
CONCLUSÃO:
O máximo que se pode obter de uma família é sua decisão por Jesus.
Algumas famílias subestimam o valor dessa decisão, outras postergam por sua conta e risco.
Por que Ronald Reagan não se decidiu, seu sapateiro decidiu por ele, o resultado foi uma bota com um bico redondo e outra com o bico quadrado.
Aparentemente esse fato é cômico, mas ele encerra várias lições:
O par de botas tornou-se inútil. (Quem vai sair com um par de botas assim?)
O par de botas tornou-se um exemplo negativo. (o par de botas tão diferente lembrava o preço de uma indecisão)
Depois que o tempo combinado passou já não adiantava mais decidir.
Você agora consegue ver o perigo de subestimar o valor de uma decisão ou de simplesmente postergá-la? (Quando você resolver decidir pode ser tarde demais)
A mais completa decisão em favor do cristianismo deve ser tomada em família.
Antes de fazer o apelo eu quero partilhar com vocês um episódio recente.
Ao término de uma semana de oração uma senhora que assistiu todas as noites me apresentou a seguinte queixa: Pastor o senhor pregou para todo mundo menos pra mim.
Curioso eu lhe perguntei: Sobre o que eu deveria falar para pregar para a irmã?
Ela logo respondeu: Como pode uma pessoa cristã viver com uma não cristã.
Sem fazer pausa ela continuou: Eu não sou a única mulher dessa igreja que resolveu se casar com um jovem não cristão.
Mas hoje eu me encontro na seguinte condição: Meu esposo não me impede de vir a igreja, mas também nunca se decide, por causa do exemplo do meu esposo meus filhos estão todos fora da igreja, eu ainda venho a igreja, mas me sinto cada dia mais desanimada.
Então eu lhe pergunto: O que eu posso fazer para consertar o meu erro? Será que eu cometi um pecado imperdoável?
Olhando para aquela senhora eu percebi nitidamente as consequências de uma decisão errada.
Mas lhe falei com brandura: A senhora não cometeu um pecado imperdoável, mais atraiu para si uma responsabilidade extra.
Quando um cristão casa com um não cristão chama para si a imensa responsabilidade de viver perante o cônjuge não cristão como se fosse o próprio Cristo.
O que eu quero dizer é que ele vai olhar para a senhora buscando encontrar toda a perfeição do cristianismo.
E se ele não encontrar essa perfeição ele nunca vai se convencer que precisa de Cristo.
Paulo recomenda que a mulher que aceitou a Cristo depois de casada não precisa separar-se do marido incrédulo se ele concordar em viver com ela nessa nova condição. Ele chega a dizer que o marido incrédulo é abençoado por causa da esposa cristã.
Embora essas duas experiências sejam diferentes, elas revelam certa similaridade em relação ao testemunho.
Tanto num caso como no outro o testemunho da esposa é determinante.
Foi para evitar dor e sofrimento e o excesso de responsabilidade que Deus proibiu o jugo desigual.
Mas quem vive essa experiência tem a solene obrigação de ser tão fiel que chegue ao ponto de convencer o cônjuge incrédulo.
Precisa ser tão sábio ao ponto de nunca permitir que sua fé possa contrariar seu cônjuge.
Eu sei que tudo isso não é fácil, mas é o único caminho possível para sonhar com a possibilidade de dizer como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

APELO: Agora já posso fazer o apelo.
E para o apelo de hoje vou tomar emprestada as palavras de Josué.
Quantos dos que estão me ouvindo querem dizer como Josué “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Aí mesmo onde você está fique em pé e diga no seu coração: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Visto que o máximo que se pode obter de uma família é uma decisão por Jesus.
Em virtude de seu compromisso eu quero agora orar por vocês.
Chegou a hora de deixar novamente aquelas duas perguntas para que você e o seu grupo possam interagir com esse tema.
    1. Quais são as três coisas mais importantes que os pais podem deixar para seus filhos? E por quê?
    2. Por que os valores morais estão ruindo?

Tema 6 - Semana de Oração da Família - IASD Jd. Santo Antônio - Campinas/SP

O ALTAR DA FAMÍLIA
Texto Bíblico: Êxodo 12:7 e 13
Introdução: Quando meus filhos tinham entre 5 e 6 anos, todos os dias, no horário do culto matutino e vespertino, eu, ou minha esposa, sempre tínhamos uma história bíblica para lhes contar.
Gosto de lembrar que quando lhes contei a história das dez pragas que Deus lançou sobre o Egito, eu as dividi em dez capítulos.
Quando chegou a vez da décima praga eu me lembrei de uma historia que ouvi de uma eficiente secretária de nome Mariza, que trabalhou comigo no escritório da União Nordeste.
Então, eu contei para meus filhos a história.
E a história foi a seguinte: No dia anterior a décima praga duas meninas estavam brincando de bonecas. Uma era hebreia e a outra egípcia. A hebreia chamava-se Rute e a Egípcia chamava-se Hamaiana.
Enquanto as duas brincavam, Rute contou para Hamaiana que aquela noite um anjo passaria pelo meio do Egito e todas as casas que não tivessem marcadas pelo sangue do cordeiro o filho primogênito iria morrer.
Apesar da pouca idade Hamaiana creu e quando seu pai chegou em casa aquela noite ela pediu que seu pai fosse a casa do pai de Rute e tomasse um pouco do sangue do cordeiro para passar nos umbrais da porta.
O pai egípcio não entendeu e pediu mais explicação. A pequena Hamaiana contou tudo que ouviu de Rute e acrescentou: Eu sou sua filha primogênita e só o sangue do cordeiro pode salvar a minha vida.
O pai egípcio tentou convencer a filha de que tudo aquilo não passava de uma invenção do povo hebreu.
A pequena Hamaiana então com um toque de inteligência infantil lembrou ao pai o cumprimento das nove pragas anteriores.
Seu argumento foi tão convincente que seu pai resolveu ir até a casa do pai de Rute e pedir um pouco do sangue do cordeiro para passar nos umbrais da porta.
No outro dia de madrugada todos os egípcios choravam, menos o pai de Hamaiana, porque com o sangue do cordeiro salvou a vida de sua filha.
Depois de contar essa história eu fiz uma espécie de apelo para meus filhos. Eu disse-lhes o seguinte: Ainda hoje todos os pais precisam do sangue do cordeiro para salvar seus filhos.
Minha filha, com certo ar de curiosidade, perguntou-me: O senhor ainda passa o sangue do cordeiro nos umbrais da porta?
Respondi-lhe sem pestanejar: Eu e sua mãe fazemos isso todos os dias.
Agora com certo ar de incredulidade ela perguntou: Que horas vocês fazem isso?
Respondi: De manhã e a tarde, quando nos reunimos para fazer o culto doméstico.
Minha filha sorriu e disse: Háa... agora entendi, o culto hoje é o sangue do cordeiro.
Eu disse não, e logo em seguida completei: O culto hoje trás o sangue do cordeiro para os umbrais da nossa porta.
I. O Chaveiro do Céu.
Você também reconhece a importância do culto familiar?
O culto familiar é o momento em que toda a família tem um encontro com Deus.
Toda família precisa desse encontro diariamente.
Assim como a oração é comparada com uma chave que abre as portas do celeiro do céu para Deus derramar bênçãos sem medida.
O culto familiar é o chaveiro, que transporta essa chave.
A família que se reuni diariamente para realizar o culto matutino e vespertino, a exemplo dos patriarcas bíblicos, também está erguendo um altar de adoração.
É verdade que sobre o altar de hoje não se requer mais o sacrifício de um cordeiro.
Na verdade o altar de hoje é para agradecer o sacrifício do cordeiro.
O altar de hoje é um altar de esperança.
Mas todos nós precisamos estar atentos, por que Satanás utiliza algumas armas para impedir o culto familiar.
Satanás odeia quando as famílias adoram a Deus.
É por isso que ele tenta impedir de muitas maneiras.
Satanás sabe que no lar em que Deus é adorado não há espaço para ele.
É por isso que ele utiliza várias armas para impedir o culto familiar.
As armas que ele utiliza com mais frequência são: pressa, cansaço, TV, internet, intriga e separação.
Nunca devemos deixar que ele utilize essas armas contra nós.
O culto é o momento em que a família aprende a conhecer a Deus, a comungar com Ele, a amá-Lo, honrá-Lo e adorá-Lo.
No culto as famílias aprendem três coisas: Adoração, obediência e sacrifício.
No culto as famílias aprendem: A adorar a Deus com louvor, a ampliar o conhecimento bíblico e a adquirir força espiritual.
O culto oferece vários benefícios: Fortalece os laços familiares, ajuda a família a conhecer a verdade, a expressar amor e louvor juntos, a construir confiança, a desenvolver dependência e a renovar a esperança em Deus cada dia.
Todas as nossas necessidades básicas são satisfeitas no culto familiar.
No culto familiar são satisfeitas nossas necessidades espirituais, psicológicas, sociais e físicas.
Mas como tudo na vida precisa ser feito com equilíbrio, o tempo do culto familiar precisa ser curto.
Ouçam agora o que disse EGW sobre o culto familiar.
“Sejam os períodos de culto familiar curtos e espirituais.” O.C. 521
“Em cada família deve haver um tempo determinado para o culto matutino e vespertino” O. C. 520
“Os pais cometem um erro terrível quando negligenciam a obra de dar a seus filhos instrução religiosa, pensando que tudo resultará bem no futuro…” L. A. 319
“Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador. Essas famílias têm direito à promessa: aos que Me honram honrarei.” L. A. 322
O culto familiar também precisa ser criativo, ilustrativo e participativo.
O culto do por do sol de sexta feira e sábado pode ser um pouco mais longo e pode conter cânticos, histórias e testemunhos.
À noite, o culto não deve ser tão tarde que as crianças estejam com sono.
As crianças pequenas aprendem melhor no culto familiar quando lhe são dadas pequenas tarefas.
O culto familiar é o momento em que nossa família é dedicada a Deus.
“Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida; e o pai, ou a mãe na ausência do pai, rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia… anjos ministradores guardarão as crianças que são assim dedicadas a Deus.” O.C. 519
A lição deve ser simples, curta, interessante, inspiradora e facilmente compreendida pelas crianças;
“O ensino da Bíblia deve ter os mais espontâneos pensamentos, nossos melhores métodos, e o mais fervoroso esforço.” (Ed. 185)
O pai que é o sacerdote da família deve entender que uma leitura bíblica longa e monótona, cria tédio pelas coisas de Deus.
Os pais também precisam entender que muitas palavras devem ser substituídas para que as crianças possam compreender.
Uma das causas de algumas crianças criarem aversão ao culto é que nada é arranjado para o seu bem ou interesse.
A irmã White diz que a música “É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais”. Ed. 167
Todo membro da família deve ter parte na escolha dos hinos.
Se só se usa um hino no culto cada dia um membro escolherá o seu predileto.
É bom as crianças saberem hinos de cor para cantarem no culto e durante o dia quando estão trabalhando ou estudando.
Quanto as orações é dito o seguinte para todos pais: “Pelo vosso exemplo, ensinai vossos filhos a orar com voz clara e distinta… convém evitar orações longas… essas orações enfadam, em vez de constituírem um privilégio e uma benção…fazei da oração um momento deleitável e interessante”. O.C. 524
Os pais devem dar a cada membro alguma oportunidade para orar.
Ao orar com crianças, falar sobre coisas do cotidiano (a comida gostosa, o novo gatinho, tristeza por ter se machucado…).
A infância é a época da vida em que Deus deseja construir as salas do templo onde Ele habitará quando você for adulto.
Se a religião deixa de ser aprendida na infância, raramente alcançará a plena significação religiosa que tem para o adulto amadurecido.
O pai sem saber é a imagem de Deus para os filhos.
A forma dos pais educarem os filhos poderá afetar a ideia que os filhos terão de Deus. 
Também poderá afetar a ideia dos filhos sobre temas como: amor, honestidade, justiça, obediência, verdade e limites.
“Pais, seja simples a instrução que dais a vossos filhos, e certificai-vos de que ela é claramente compreendida.” O. C. 514
II. A Logística do Culto Familiar.
Agora eu quero relembrar aos pais que existe uma logística em relação ao culto familiar.
O que eu quero dizer é que na hora do culto familiar os pais precisam levar em conta os aspectos pertinentes a cada faixa etária.
Por exemplo: Para crianças de o a 3 anos o culto familiar precisa de imagens, toques, envolvimento, imitação e repetição. 
Para crianças de 4 a 6 anos o culto familiar precisa de ilustrações, comparações, dramatizações e ensaios.
Para crianças de 7 a 9 anos o culto familiar precisa de desafios, competição, teste, memorização, leituras e tarefas.
Para meninos ou meninas de 10 a 13 anos o culto familiar precisa de participação, exemplos, referencias, modelos e brincadeiras.
Para adolescentes de 14 a 17 anos o culto familiar precisa de experiências, ensinos mais profundos, compromissos, questionamentos, conscientização, valorização e respostas.
Para os jovens de 18 em diante o culto familiar precisa de troca de experiência, confissões, exposição de necessidades, ensinos proféticos e apelos claros.
Conclusão: Com a exposição desse tema deixamos claro que o amor de Deus é personalizado no culto familiar.
É nesse culto que o coração da família é abastecido pelo amor de Deus.
É com esse culto que o dia começa e termina.
O Salmo 4:3 diz que: “Deus trata com cuidado aqueles que o amam, Ele te ouve quando você o chama”.
E João 15: 4 nos diz: “Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês…”
Nosso apelo agora é para que você assuma o compromisso de erguer em seu lar diariamente um altar de sacrifício.
Através desse altar de sacrifício levamos para nosso lar os méritos do sangue do cordeiro.
Todo cristão precisa ser um Abraão moderno, um construtor de altar.  
Se você quer aceitar esse compromisso a partir de agora, ou quer renovar mais uma vez esse compromisso, levante-se onde você está e eu vou orar por você. 
Agora quero deixar novamente as duas perguntas interativas:  Quais as maiores dificuldades que sua família enfrenta diariamente para realizar o culto familiar pela manhã e a tarde?
Qual a mais importante lição que você aprendeu desse tema.

Tema 5 - Semana de Oração da Família - IASD Jd. Santo Antônio - Campinas/SP

EM QUEM CONFIAR QUANDO A PROVAÇÃO ATINGE NOSSA FAMÍLIA?
Textos Bíblicos: Jó: 1: 22
Introdução: Você sabe qual é o tema que mais gera calunia contra o nome de Deus?
O tema do sofrimento. (O sofrimento está por toda parte, penetra na casa do rico e do pobre, do culto e do inculto, do crente e do incrédulo, afeta adultos e crianças e até os animais e a natureza sofrem também)
Todos nós precisamos admitir que não é simples nem fácil associar o amor de Deus com o sofrimento. (Por isso se faz necessário estudar esse tema tendo em vista que todos nós passamos por lutas, privações e problemas de toda ordem)
Segundo o apóstolo São Paulo, o sofrimento é inevitável e pedagógico. (E nós podemos perceber isso em sua própria biografia)
Mas hoje nós vamos estudar sobre o sofrimento na família de Jó.
I. QUEM ERA JÓ?
A Bíblia nos diz que Jó era um homem rico que morava no deserto da Arabia. (O significado do seu nome é: Voltado para Deus)
O livro foi escrito por Moisés em Midiã enquanto apascentava as ovelhas do seu sogro Jetro. (provavelmente Jó foi contemporâneo de Moisés)
No capítulo 1 e verso 1 Jó é apresentado por Deus como um: “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”. (1: 1)
Era um pai de família cujo currículo agradava a Deus. (Você como pai de família gostaria de ter um currículo assim?)
A biografia de Jó apresenta inicialmente uma família bem estruturada, com filhos unidos e sociáveis, sujeitos a influência dos pais e com um conceito de religiosidade bem refinado.
Tudo ia bem com Jó e com sua família até que inesperadamente uma grande provação se abateu sobre todos.
O que aconteceu com Jó pode acontecer com qualquer um de nós. (a notícia de desemprego, o diagnóstico de uma doença grave, um telefonema comunicando um acidente...)
Tudo isso pode ocorrer inesperadamente, sem aviso prévio, sem placa de sinalização, sem nenhum cartaz.
O dia da provação começa como qualquer outro dia. Começa com um sol brilhante e sem nuvens escuras, mas, de repente, chega uma notícia ruim... e só nos resta dizer: bem-vindo ao  território de Jó.
 O território de Jó é um mundo de tristezas e lágrimas, de dor, de questionamentos, de depressão, de desespero, de angústia, mas também de confiança e fé.
Será que eu estou falando nesse momento para alguma família que está pisando no território de Jó?
Talvez por que o pai da família está desempregado, talvez por que neste momento está com muitas dívidas, talvez porque a mãe está com alguma doença grave, talvez por que algum dos filhos está envolvido com drogas, talvez por que uma das filhas ficou gravida sem ser casada ou talvez por que o casamento está em crise?
Seja qual for a sua situação eu quero lhe convidar agora para conhecer teoricamente o território de Jó.
Do capítulo 1 e verso 1 até o verso 5 tudo vai bem com Jó e sua família. Mas, a partir do verso 6 tudo muda. (fecha-se uma cortina na terra, abre-se uma cortina no céu e surge um novo cenário)
Esse novo cenário apresenta uma reunião no céu. (Satanás está presente)
Deus lhe pergunta: “Donde vens?” (7) – Satanás reponde: “De rodear a terra e passear por ela” (7) (percebam que com arrogância ele se refere a terra como sendo seu domínio)
Percebendo sua malicia Deus novamente pergunta: “Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal”. (8) (em outras palavras: eu tenho um servo fiel no lugar que você diz que domina)
Satanás revelando sua velha natureza acusa a Deus de favorecimento.
Acusar é especialidade de Satanás (Apocalipse 12: 9 e 10) descreve sua natureza – “sedutor e acusador”.
O único homem que pisou nessa terra e não foi acusado por Satanás foi Jesus, por que Jesus não foi seduzido por Satanás, logo ele não pode acusá-lo de nada. (Satanás só pode acusar aqueles a quem ele consegue seduzir)
No capítulo 1 e no verso 11 Satanás estimula Deus a praticar o mal contra Jó. “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.”
Deus deixa claro que Satanás é o autor do sofrimento.
Deus o reprende dizendo: “estenda você a sua mão contra tudo o que ele tem – mas não toque nele”. (12)
Tudo o que aconteceu em seguida você já sabe. (começa uma luta entre o bem e o mal)
Satanás desfere golpes de injustiça contra Jó e sua família.
Jó se defende com muita fé. Ouçam suas palavras depois de ter perdido todos os seus filhos e os seus bens: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (1: 21).
Eu amo o verso 22 por que diz: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” (1: 22)
Você deve estar se perguntando: Por que Jó atribui a Deus o seu sofrimento.
1.     Não esqueça que Jó não sabia o que nós sabemos.
E se sua pergunta for: E porque Deus permitiu o sofrimento de Jó? 
Lendo a biografia de Paulo eu encontrei essa resposta.
Eu descobri que há um propósito divino em cada sofrimento permitido por Deus.
Na vida dos filhos de Deus nenhum sofrimento é desperdiçado.
As vezes Deus nos permite passar por alguns sofrimentos para nos transformar em consoladores.
As vezes somente para nos ensinar a ser obedientes ou burilar o nosso caráter.
Paulo diz que até “Jesus aprendeu pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5: 8).
EGW em uma de suas citações adiciona vários motivos: “Deus permite que as provações assaltem o seu povo, afim de que pela sua constância e obediência possam eles mesmos enriquecer espiritualmente, e possa o seu exemplo ser uma fonte de força aos outros.” (PP. 137)
Paulo justifica seu sofrimento dizendo: “E para que não me ensoberbecesse, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exaltasse.” (II Coríntios 12:7)
Segundo Paulo Deus tem um plano em tudo o que nos acontece. (as vezes ele revela e as vezes não - No caso de Paulo Deus revelou, no caso de Jó não)
Todo cristão precisa acreditar que nesse mosaico da vida Deus trabalha para nosso bem.
Até mesmo quando Ele nos matricula na escola do sofrimento.
Todos nós caminhamos entre as bênçãos de Deus e as bofetadas de Satanás.
E acreditem: até mesmo os espinhos na carne têm um propósito.
E se não dá para compreender, confie.
E se algumas vezes estiver difícil confiar lembre-se do que Deus disse a Paulo: “a minha graça te basta”.
Ilustração: Quando Albert Einstein veio a América pela primeira vez, os repórteres perguntaram a sua esposa: “a senhora compreende a complexa teoria da relatividade pela qual seu marido é tão famoso no mundo? – Ela respondeu: Eu não compreendo a teoria, mas compreendo o meu marido.”
Ilustração: Certo casal foi visitar uns amigos pela primeira vez tendo em mãos apenas um pequeno pedaço de papel com o endereço. Ao chegarem ao suposto endereço, a mulher declarou: Eles moram na primeira rua a direita. O marido discordou afirmando: é na segunda rua a esquerda. A mulher então declarou ao marido que tinha consultado um mapa antes de sair de casa. O marido não se deu por vencido e exclamou: você deve ter olhado o mapa errado. A mulher se defendeu, mas o marido afirmou eu estou certo. Ele entrou então na segunda rua e descobriu que estava errado. Deu então meia volta no carro e entrou na primeira rua a direita e descobriu que a esposa estava certa. A esposa aí optou por ficar calada, mas o marido logo em seguida perguntou: Se você tinha tanta certa por que não insistiu mais? – A esposa então respondeu: Estávamos a ponto de discutir e isso iria estragar a nossa noite – percebi que eu estava diante de uma grande escolha: ter razão ou ser feliz, então eu fiz a opção de ser feliz.
Alguns casais sofrem por que querem ter razão, deveriam se perguntar: O que é mais importante ter razão ou ser feliz?
São alguns problemas simples como esse que gera tantas tristezas no casamento.
Eu quero dizer para todos os casais que o que destrói a maioria dos casamentos não são os grandes problemas, são os pequenos problemas acumulados ao longo dos anos que por fim tornam-se bombas de efeito retardado.
Antes de concluir esse tema eu preciso deixar claro outros pontos.
Para entender a questão do sofrimento precisamos falar de suas 5 origens:
1.     O mal uso do livre arbítrio.
2.     A perversidade de outro ser humano.
3.     O desrespeito as leis naturais. “atos de Deus”.
4.     A presença do mal e de Satanás.
5.     E a permissão de Deus.
Se você está sofrendo nesse momento eu lhe faço a seguinte pergunta: Qual a origem do seu sofrimento?
Em qual dessas origens se enquadra o sofrimento de Jó?
Eu tenho pra mim que Jó sofreu para ser transformado em consolador.
Quantos pais enlutados já foram consolados pelo testemunho de Jó? Quantos pais na falência encontraram força na biografia de Jó? Quantos amigos feridos encontraram força no exemplo de Jó?
Deus permitiu a Satanás tocar em Jó - mas o que Satanás ganhou com isso?
Ele só conseguiu colocar Jó mais perto de Deus. No final da história, Jó exclama: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42: 5)
Vou fazer agora uma pergunta difícil: Quando o sofrimento leva a morte quem lucra com isso?
Acreditem, quando Deus quer, até Satanás trabalha para Ele.  – Já leram o que Isaías fala sobre a morte do justo?  “... pois o justo é levado antes que venha o mal e entra na paz; descansam no seu leito os que andam em retidão.” (57: 1 e 2)
Ouvi certa vez uma frase curiosa do Pr. Fernando Iglesias: “Quando Deus tem que escolher salvar para essa vida e salvar para vida eterna ele sempre escolhe a segunda opção.”
Bárbara Johnson, uma Americana que ficou famosa pelo que escreveu quando descobriu que estava com câncer, disse em sua última biografia: “Se soubéssemos tudo o que Deus está preparando para o futuro dos justos na hora de sua morte bateríamos palmas em vez de chorar.”
A morte de um cristão não representa a vitória de Satanás, representa a vitória de Cristo.
II. O SEGUNDO ROUND.
A biografia de Jô apresenta dois Round. (o segundo round começa no capítulo 2 verso 2)
Deus pergunta, Satanás dá a mesma resposta e Deus amplia o elogio em favor de Jó. (2: 3)
Satanás inconformado pede uma segunda chance - Deus permite com a seguinte ressalva – “poupe-lhe a vida”.
Quando leio esse verso percebo que o conflito entre o bem e o mal é muito mais complexo do que nós imaginamos.
Você também sabe tudo o que aconteceu no segundo round. (Satanás usou a esposa de Jó e seus próprios amigos)
Veja o que a esposa de Jó lhe disse: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” (2: 9)
Veja a resposta de Jó para sua esposa: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (2: 10) (Para Jó quem blasfema contra Deus é louco)
Li noutro dia a seguinte frase: “Não despreze as bênçãos simplesmente porque elas não estão embrulhadas da maneira como você esperava.”
CONCLUSÃO: Todos nós conhecemos as duas perguntas mais comuns no território de Jó. (Por que? E Para Que?)
Mas Jó é o autor da terceira pergunta? (Até quando?)
Ele mesmo responde: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.” (19: 25 a 27)
Cada pessoa com quem convivemos está travando algum tipo de batalha na vida ou na família. (para todas elas existe a esperança de Jó)
A biografia de Jó nos ajuda a entender que para qualquer dificuldade na vida existe uma razão que escapa do nosso entendimento.
O fim dessa história revela a vitória esmagadora de Deus.
A história de Jó representa a vitória de todas as famílias que sofrem nessa terra, um dia elas receberão muito mais do que tudo que perderam, receberão seus entes queridos, seus bens e uma vida imortal.
A biografia de Jó termina com uma premiação: Deus dá a Jó 10 novos filhos - 7 homens e três misses oriente - toda a riqueza em dobro - mais 140 anos de vida - eu lia esse texto e pensava que o total dos anos de Jó tinham sido 140 - numa época em que a média de vida era 120 - descobri que foram mais 140 – sendo assim eu imagino que Jó viveu aproximadamente 210 anos.
A história de Jó e de sua família representa a vitória de todas as famílias que sofrem nessa terra, um dia elas receberão muito mais do que tudo que perderam, receberão seus entes queridos, seus bens e uma vida imortal.
Todos nós podemos aprender muito sobre a biografia de Jó.
 Jó profetizou sobre a volta de Jesus, sobre a ressurreição dos justos e sobre a transformação do corpo corruptível em corpo incorruptível. (19: 25 a 27)
Jó se apegou a essas verdades no momento em que seu sofrimento era mais intenso.
Jó nos ensina que no calor da provação devemos nos apegar as promessas de Deus.
Jó nos ensina que: “As vitórias dos ímpios não são necessariamente vitória e o sofrimento dos justos não são necessariamente derrota.” A. Bullon
APELO: Será que eu falei hoje para alguma família que está pisando no território de Jó?
Será que eu falei para algum casal que está pisando no território de Jó?
Será que eu falei para algum esposo ou esposa que está pisando no território de Jó?
Será que eu falei para algum filho que esta pisando no território de Jó? 
Será que eu falei para algum pai que está pisando no território de Jó?
Se alguma família que me ouviu está pisando agora no território de Jó, aí onde você está curve sua fronte, eu quero pedir a Deus em oração que lhe dê a esperança de Jó.
Eu li noutro dia um pensamento curioso de C. S. Lewis, e para finalizar quero deixar esse pensamento com você, esse pensamento diz que: “Deus sussurra nos nossos momentos de alegria e grita em nossos momentos de dor”.
Agora chegou a hora de nossas duas perguntas interativas: 
O que foi mais importante para você no tema de hoje?
Quem é de fato o originador do sofrimento?